monólogo moderno manicónio mundo maravilha miséria migrar modesta metade medíocre megalomania
adoro chico anísio
o eduardo lourenço, adoro-o como adorava os meus avós.
podia ouvi-lo a toda a hora. lembra-me donde vim, o que fui, o que sou.
sou das terras raianas e tenho saudades do falar dos padres, do dialecto beirão e do léxico próprio da vida rural
sou de um tempo que já quase não existe. sou de uma terra aonde não vou voltar.
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Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo.
eduardo lourenço (quem mais?)